A linfocele e os seromas são complicações relativamente frequentes após cirurgias pélvicas, abdominais ou procedimentos que manipulam tecidos superficiais e profundos. São coleções líquidas que podem causar dor, aumento de volume local, efeito estético indesejável, infecções e até compressão de estruturas importantes.
Embora muitas vezes tratadas de forma conservadora, há casos em que o acúmulo de líquido persiste ou retorna repetidamente, exigindo abordagens mais resolutivas. Nesse cenário, a Radiologia Intervencionista oferece alternativas minimamente invasivas com excelentes resultados.
A linfocele ocorre quando há acúmulo de linfa em cavidades formadas após a lesão de vasos linfáticos, geralmente decorrente de cirurgias como linfadenectomias, histerectomias, prostatectomias ou procedimentos vasculares, podendo gerar manifestações como:
Aumento de volume ou nodulação palpável no local
Dor ou desconforto progressivo
Vermelhidão e sensação de pressão ou peso
Infecções
Compressão de órgãos adjacentes, especialmente em cirurgias pélvicas
A avaliação por imagem tem papel central no diagnóstico. O ultrassom costuma ser o primeiro exame, por ser rápido e acessível, mas a tomografia computadorizada e a ressonância magnética complementam a análise quando necessário.
Os exames permitem:
Identificar o tamanho e a extensão da coleção líquida;
Avaliar relações anatômicas com vasos, ureteres, intestino ou estruturas pélvicas;
Planejar a estratégia intervencionista mais adequada.
Identificar o tamanho e a extensão da coleção líquida;
Avaliar relações anatômicas com vasos, ureteres, intestino ou estruturas pélvicas;
Planejar a estratégia intervencionista mais adequada.
O tratamento das linfocele / seromas depende da causa, extensão e sintomas.
A Radiologia Intervencionista permite abordagens altamente direcionadas:
Realizada com auxílio de ultrassom ou tomografia, consiste na inserção de um cateter para remover o líquido acumulado.
Após a drenagem, agentes esclerosantes podem ser aplicados dentro da cavidade para promover a adesão das paredes internas e promover a redução / evitar o retorno da coleção.
Em alguns casos, principalmente os que são de grande volume e refratários a drenagem com esclerose, a linfografia com embolização interrompe o fluxo anômalo de linfa, trata e reduz significativamente a chance de recidiva.
Essas técnicas têm sido cada vez mais utilizadas por apresentarem recuperação rápida, menor dor e menor risco de complicações quando comparadas a cirurgias abertas ou tratamentos repetitivos.
Para muitos pacientes, o tratamento intervencionista evita cirurgias adicionais e proporciona alívio rápido, com retorno mais seguro às atividades do dia a dia.
O tratamento das linfocele e seromas por técnicas minimamente invasivas representa um avanço importante, oferecendo alternativas seguras, precisas e eficazes. Cada decisão é tomada com base em avaliação criteriosa e sempre explicada de forma clara, para que o paciente e sua família compreendam todas as possibilidades terapêuticas.
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