A enteropatia perdedora de proteína é uma condição rara e desafiadora, em que proteínas importantes do organismo passam a ser perdidas pelo intestino. Em muitos pacientes com cardiopatias congênitas, especialmente após cirurgias cardíacas complexas como a cirurgia de Fontan, essa alteração está relacionada a problemas da circulação linfática.
Quando o sistema linfático não consegue drenar adequadamente, a linfa pode extravasar para o intestino, levando à perda de proteínas, gorduras, células de defesa e outros nutrientes essenciais. Isso pode causar inchaço, ascite, derrame pleural, diarreia, perda de peso, cansaço e maior risco de infecções.
O tratamento exige uma avaliação cuidadosa e multidisciplinar, envolvendo cardiologia, gastroenterologia, nutrição e Radiologia Intervencionista. Hoje, avanços no estudo do sistema linfático permitem identificar alterações específicas da drenagem linfática e oferecer tratamentos minimamente invasivos e personalizados.
A Radiologia Intervencionista tem papel importante nesse cenário, por meio de exames especializados do sistema linfático e procedimentos direcionados, como embolizações seletivas linfáticas, realizados com o objetivo de reduzir a perda de proteínas, controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente, revolucionado o manejo desses pacientes, proporcionando resultados antes inalcançáveis.
A enteropatia perdedora de proteína ocorre quando há perda anormal de proteínas através do trato intestinal, e especificamente nos pacientes com cardiopatia congênita, geralmente acontecem por meio de comunicações anômalas entre o fígado e o intestino.
Nesses casos, os vasos linfáticos do intestino ficam dilatados e anormais, permitindo que a linfa rica em proteínas extravase para a luz intestinal, sendo então eliminada nas fezes.
Os principais sintomas incluem:
Edema (inchaço)
Hipoalbuminemia persistente (níveis baixos de proteína no sangue)
Diarreia crônica
Desnutrição
Infecções recorrentes devido à perda de imunoglobulinas
Ascite (acúmulo de líquido no abdômen)
O tratamento da enteropatia perdedora de proteína por linfangiografia e embolização representa um avanço significativo no cuidado multidisciplinar para uma condição muito complexa. Cada decisão é tomada com base em avaliação criteriosa e sempre explicada de forma clara, para que o paciente e sua família compreendam todas as possibilidades terapêuticas.
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